A garrafa de rapé

No final da Dinastia Ming, o rapé chegou à China trazido pelos Portugueses, assim surgindo, de forma gradual, os frascos de rapé.

A perícia da pintura feita na garrafa de rapé foi muito próspera na Dinastia Quing, entre 1644 e 1912. Naquela época, o fumo do tabaco foi proibido, mas, paradoxalmente, o uso de rapé era aceitável porque era valorizado por suas qualidades medicinais. Considerado como um remédio eficaz para resfriados, dores de cabeça, distúrbios do estômago e muitas outras doenças, o tabaco em pó foi dispensado num frasco ao invés das caixas como era o costume europeu.

A pintura dentro das garrafas de rapé surgiu no ano do Imperador Jia Qing. Esse tipo de habilidade desenvolvida de pintura no interior da garrafa deu origem a verdadeiras obras de arte.
Inserir uma caneta delgada especialmente concebida com uma curva na ponta através do gargalo, contar com um talentoso artista que trabalha no espaço apertado da cavidade da garrafa, capaz de gravar desenhos vivos e caligrafias na superfície interna da garrafa, torna a pintura interna das garrafas de rapé numa forma de arte única.

O resultado é um conjunto de miniaturas requintadas de paisagens, naturezas mortas, retratos e caligrafias deliciando muitos coleccionadores.

Para admirar!

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